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Inseminação Intrauterina

É a principal técnica de reprodução assistida de baixa complexidade. Procedimento também conhecido como "Inseminação Artificial", consiste na introdução de uma quantidade de espermatozoides devidamente preparados, através de um catéter, no interior do útero, em um momento o mais próximo possível da ovulação. Tal procedimento necessita manipulação de sêmen em um laboratório de reprodução assistida especializado.

                  Principais indicações:

  • Problemas masculinos de leve a moderada intensidade;
  • Alterações no muco do colo uterino;
  • Alterações da ovulação (anovulação);
  • Necessidade de utilização de sêmen de doador anônimo;
  • Infertilidade idiopática ou ISCA (Infertilidade sem Causa Aparente).

 

Para a indicação de tal tratamento, são condições fundamentais a presença de trompas pérvias e com funcionamento adequado, e sêmen normal ou discretamente alterado (conforme espermograma).

As etapas da IIU são:

Estimulação Ovariana: utilizando-se medicações para aumentar o número de óvulos produzidos pelos ovários em determinado mês, no qual se realizará a inseminação;

Controle da estimulação ovariana e determinação da data de ovulação: feita por ultrassonografia transvaginal seriada, avaliando-se o ritmo do crescimento dos folículos ovarianos. Os exams seriados permitem determinar o momento da ovulação;

Coleta de Sêmen: algumas horas antes do procedimento de inseminação, uma amostra de sêmen do marido é coletada por masturbação (ou, alternativamente, se realiza o descongelamento de uma amostra de sêmen de doador);

Preparo de Sêmen: a amostra de sêmen obtida é preparada em um laboratório de manipulação de espermatozoides, onde o sêmen é capacitado, ou seja, adquire uma melhora substancial em suas qualidades, especialmente na sua motilidade;

Inseminação intrauterina: a amostra de sêmen preparado no laboratório é introduzida no interior do útero, com o auxílio de um fino catéter plástico. Para tal procedimento, não é necessário nenhum tipo de anestesia, pratica-se um exame ginecológico habitual seguido da inserção do catéter. Não é necessário repouso adicional, assim como nenhuma mudança de hábitos diários de vida do casal.

Aproximadamente 14 dias após a inseminação, realiza-se um teste de gravidez.

A taxa de sucesso desta técnica varia entre 10-17% por ciclo de tratamento e é amplamente influenciada pela idade da paciente e causa da infertilidade.




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