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Congelamento de Óvulos

Objetivo do Procedimento

   A criopreservação (congelamento) de óvulos é uma técnica proposta para a preservação da fertilidade feminina. O objetivo é a obtenção de gametas femininos (óvulos) a partir dos ovários, os quais poderão ser utilizados no futuro para a realização de Fertilização “In Vitro”, com a finalidade de obtenção de gestação. Tal técnica é habitualmente proposta nas seguintes situações:
Pacientes que apresentam doenças clínicas importantes (Ex: câncer de mama, linfomas, leucemias) e que serão submetidas a tratamentos tóxicos para os ovários (quimioterapia, radioterapia, cirurgias).
Pacientes que já apresentam diminuição da reserva ovariana e serão submetidas a procedimento cirúrgico com risco de perda da função ovariana (Ex: cirurgias para retirada de endometriomas ou cistos ovarianos).
Preservação social da fertilidade: situação em que a paciente gostaria de preservar os óvulos para uso posterior devido ao seu projeto de gestação mais tardia.

Explicação

   A criobiologia é o estudo dos processos de congelamento de células e tecidos. Atualmente o congelamento de óvulos é realizado pela técnica de vitrificação, uma forma de congelamento ultrarrápido. Tal técnica se desenvolveu a partir dos anos 90, e atualmente permite a preservação de células a temperaturas baixíssimas, afetando o mínimo possível a estrutura e a função das células.
Mesmo com a utilização adequada desta refinada técnica, é esperado que alguns dos óvulos não sobrevivam, ou não retomem suas funções adequadamente ao descongelamento. Os principais determinantes da qualidade do óvulo pós descongelamento são a idade da paciente no momento do congelamento (a partir de 35 anos a eficiência da técnica é menor) e a qualidade do material inicial (bons óvulos habitualmente sobrevivem bem ao descongelamento).
Desta forma, é evidente que tal técnica não permite a garantia de uma gravidez futura, nem tampouco é considerada uma preservação da “fertilidade” no sentido literal do termo, pois a fertilidade diminuirá com o passar da idade da mulher independentemente de qualquer intervenção médica. Contrariamente, tal técnica deve ser encarada como uma preservação de gametas (óvulos) que poderão ser utilizados futuramente para tratamento de Fertilização “In Vitro” no sentido de obtenção de gestação.
Nos dias atuais, a Associação Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) já considera o congelamento de óvulos como uma técnica eficaz e adequadamente estabelecida para uso clínico. Estudos populacionais envolvendo crianças nascidas por essa técnica não observaram aumento de malformações congênitas ou anomalias de desenvolvimento em crianças oriundas de Fertilização “In Vitro” praticada com óvulos congelados, assim, o risco de uma criança apresentar malformações é o mesmo comparado ao obtido em gestação natural.

Eficiência do Congelamento de Óvulos

   Em relação a taxa de sobrevivência pós descongelamento, atualmente assume-se que cerca de 90% dos óvulos sobreviverão ao descongelamento. Dos óvulos sobreviventes nem todos fertilizarão, havendo em média 70% de fertilização de óvulos descongelados.
A taxa de gestação posterior é intimamente dependente do número, da qualidade e da idade da mulher no momento do congelamento dos óvulos. Estimativas internacionais apontam para 15 a 20 óvulos como um número possivelmente suficiente para a obtenção de uma gestação no futuro.
Tais números são meras estimativas, eventualmente, e na dependência da qualidade do material inicial, poderão ser obtidos resultados melhores ou piores dos que os apresentados.




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